Thursday, 2 October 2008

Pescaria nas Férias...

Durante o mês de Agosto, nas minhas ferias e porque já é da praxe, irmos passar uns dias às Minas de São Domingos, para desmiolar as ideias… claro que a caninha de pesca e o jogo de amostras tem de ir.
Andamos a experimentar na tapada pequena e era raro sair algum achigã, e os que saiam eram tão pequenos que a amostra por vezes era maior que eles.

Bem ainda fomos pra Ribeira e ai saiam uns maiores mas nunca apanhamos mais que meia dúzia tudo pouco maior que 20cm.
Finalmente, e porque os recursos já eram poucos decidimos ir ao nosso esconderijo a ver se saiam os grandes… e hei-os ai…
Finalmente e durante uma bela manhã conseguimos apanhar pelo menos 9 belos exemplares, sim! Porque o meu pai ainda deixou fugir pelo menos 4 … um deles rebentou a linha e levou-lhe a amostra. Que por incrível que pareça, o meu pai veio a recuperar novamente passado 3 dias.
Ao arranjarmos os peixes a única coisa que eles comiam eram lagostins e outros pequenos achigãs, que a pequena barragem tem às centenas.
Espero que para o próximo ano quando lá voltar, estes pequenos já sejam dignos de ser médios ou ate grandes achigãs…

Friday, 16 May 2008

Um dia de Traineira…



No passado dia 11 de Maio de 2008, fui experimentar uma pescaria que já não fazia à mais de 10 anos. Fui pescar de traineira… bons velhos tempos!
Já sabia que normalmente dá uns peixes bons, em comparação com o que tenho apanhado de terra… puff!!!
E assim foi, pelas 03:00 da manhã arrancamos (eu, o Óscar e mais dois amigos), até as bombas de Azeitão onde o pessoal se encontrava para ir para Setúbal, pois o barco arrancava as 04:00 e não esperava por ninguém.
Todo ensonado, já tinha tomado um comprimido para o enjoo não fosse o diabo tece-las. Mas, correu tudo bem, apesar do mar estar muito mexido.
Depois de umas 2h a navegar, lá chegamos ao destino e lá fizemos os primeiros lançamentos. Com 23 pessoas a pescar no barco lá iam saindo os primeiros peixes, muitas bogas, cavalas e “piças”, poucos sargos, algumas choupas, muito poucos pargos, uns rascaços e uns aranhas!!! Nada de especial…
E foi assim até perto da hora do almoço, onde foi deitado ferro para dar início ao petisco típico chamado maçada de peixe, que estava muito bom…
Até que, como não estava a dar nada de especial, decidi usar dois pacotes de casulo que já tinham uns dias de frio, e continue… até que, sinto um valente puxão. Como tenho sempre a cabeça do carreto meio desapertada, não vá aparecer um peixe grande, a linha começa a correr. Eu puxava, mas ela corria. Gritei pró Oscar ….
- Traz o enxalavar que este é um dos grandes… Mas como já tinha dito isto uma série de vezes na brincadeira, ele nem acreditou. Até que olha pra mim e vê que começo a ficar a rasca com a força que fazia !!!
Continuando, e com o Óscar aos meus ouvidos a dizer que só podia ser um polvo (coisa que eu tinha algumas dúvidas porque sentia o bicho a dar uns bons esticões, e o polvo não é de se mexer muito). Até que apareceu ao cimo de água um belo pargo-riscado.
O mestre foi logo lá com o enxalavar e sacou-o pra dentro do barco.
Eu até estava a tremer das mãos com a força que tinha feito… foi obra pra toda a embarcação ver…
Puff… custou, mas saiu !!!


Apanhei cerca de 45 peixes, valeu bem a pena…
Mais tarde pesquisei na net acerca do pargo, e o pargo-riscado (nome vulgar) tem o nome de pargo-sêmola ou pargo-hurta (que é uma espécie muito parecida). Conheci então um amigo, que leva grande vantagem sobre mim nisto de pescar ao peixe grande, que pelas fotos parece-lhe um bom Pargo-Hurta. Bem e assim foram 3kg de Pargo-hurta que neste próximo sábado vão ser bem passados no forno!
Neste próximo domingo vou novamente, vou mais o meu amigo Araújo, e … parece-me que isto vai dar uns peixinhos!!! Espero bem que sim para poder continuar animado!

Monday, 28 January 2008

Podia ter sido pior …



Neste Sábado, depois de me deitar já perto das 01:30 e o Afonso ter acordado as 03:00 com fome … lá tocou o despertador as 04:50 para mais uma sessão de pesca, desta vez na praia do Meco…
Ao chegarmos, já estavam lá pelo menos 3 pescadores, (há pessoal mais maluco do que eu!!!), preparamos o material todo para quando nascesse o sol, já estarmos à pesca…
Lançamento a traz de lançamento, e nada! O mar estava um pouco batido, ainda estava na vazante… mas dizem que com o mar batido é que é bom…
Aos poucos lá íamos vendo uns pirilampos ao fundo, queria isto dizer que estavam a chegar mais pescadores…
Começou a aclarar o dia e o frio a deixar de apertar tanto.
Dizia eu para o Mário – Bem! Agora é que vai ter de sair qualquer coisa.
E assim foi uma bela Baila (robalo) … nem a senti picar. Mas, quando comecei a puxar senti uma batidelas e pensei – Vem aí qualquer coisa! Se calhar lixo!!!
Não apanhamos mais nada!!!
Até as 12:00 não deu mais nada, ainda consegui contar pelo menos 14 canas a pescar e não reparei ao certo, mas, não vi mais ninguém a apanhar peixe.
Tenho saudades de fazer uma pescaria e trazer uns belos peixes!!!


ROBALO
Em Inglês chamado de Seabass, cujo nome cientifico é Dicentrarchus Labrax (Linnaeus 1758) e pertence à família dos Serranidae ou Noronidae (dependendo dos autores). Outros nomes comuns: EUA: European Bass; Espanha: Lubina; França: Bar ou Loup, Itália: Branzino ou Spigola e na Alemanha chamam-lhe Seebarsh ou Wolfbarsh.
Na costa portuguesa aparecem duas espécies de robalos.
Características distintivas das duas espécies de robalo:
D. Labrax:
- manchas negras no dorso presentes só nos juvenis até um ano de idade
- olhos pequenos
- escamas da face e opérculo sem espinhas
- dentes vomerianos em forma de V aberto
- cumprimento 80cm a 1m
- outros nomes comuns: robuleta, chaliço, robalinho
D. Punctatus:
- adulto com manchas negras no dorso
- olhos um pouco maiores
- escamas da face e opérculo com espinhas
- destes vomerianos em forma de seta
- comprimento até 30cm
- outros nomes comuns: balhadeira, baila, balha, naila, vaira, varia

Friday, 25 January 2008

Finalmente saiu…


Faz hoje 8 dias estive a pesca com o meu tio e outro amigo junto ao pontão da praia da Figueirinha… esperançado em que iria dar uns peixitos…e… nem uma picadela.
Seis canas à pesca, lingueirão e casulo… e nada!!!
Entretanto sobrou isco, e na segunda fui experimentar um bocado ate ao Otão… bem! Disse para com os meus botões, se isto não der nada atem à 01h, vou-me embora!!!
E faltava 10m para a 01h, quando de repente a cana lá dá uns toques e sai um sarguito…
- Bem! - Pensei eu – Deixa-me lá mandar mais uma vez a ver o que dá!
E… eis que logo de seguida sai uma bela dourada. Bem eu já as procurava há pelo menos 3 pescarias a traz. Durante cerca de 1 horinha, esteve quase sempre a picar… saíram 3 sarguitos, 1 dourada e 1 massacote.
Não foi mau, para quem andava a levar grades já a alguns dias !!!
Amanhã vou até às Hortas, ao pé do Meco!!! Vamos lá ver se saem uns sarguitos… depois conto como foi !!!

Tuesday, 15 January 2008

Mais um dia de grade…

Mais um dia que fui passar o tempo. Nada!
Duas canas apontadas ao mar… isco: casulo e camarão!!!
E nada! Não há peixe neste mar?!?
Tenho de mudar de poiso que isto aqui ao pé do Otão não tem dado nada! Ou eu vou nas horas erradas ou a maré não esta capaz ou então não há mesmo peixe. Os ventos têm estado virados a sul, tem remexido o mar, tem de haver peixe! Pela teoria claro!
Valeu pelo facto de um pescador ter entrado para dentro da Secil, dando a volta a rede e enfiando-se para debaixo do pontão lá foi de canita e com uma toneira de kg com uma sardinha amarrada experimentar a sua sorte… eu não o fazia…
15 Minutos depois já lá andava um barco da policia marítima a vasculhar os pilares do pontão. Certo, que não o vi ser apanhado, mas passar por isto tudo para quê?
Sujeitar-me a apanhar uma multa de 500 euros se for apanhado lá dentro, fora o material… ter de andar a esconder-me, encolhido por entre os pilares. Eu vou para a pesca para me divertir!!?? Não faço daquele pequeno momento de prazer um transtorno, penso que não vale a pena. Mesmo que debaixo do pontão os peixes encostem mais, mesmo que se apanhem uns bons peixes, eu não arriscava! Pelo menos enquanto lá tive, não o vi ser apanhado…

Friday, 11 January 2008

Mas onde anda o peixe???


Férias do meu blog…

Pois é, estive de férias, obrigadas claro! Pelos ossos do ofício parti uma mão. Mas, não deixei de ir a pesca, claro. Levei-me foi para sítios mais perto, pois para conduzir era bem mais difícil.
Agora, já estou quase como novo. Felizmente…
Bem, tenho ido para a zona do Otão ao pé do hospital e para a Secil, junto ao parque de estacionamento. E… não tem dado nada de novo!!! Lá saem um sarguitos mais compostos, umas fanecas, uns massacotes, e nada de mais. Onde anda o peixe???
Não percebo, pois tenho ido fazer a enchente e/ou a vazante e nada!
O meu pai diz-me que a vazante naquela zona é sempre melhor, que quando há temporal, normalmente levanta o areal e desprende das rochas muito comer e o peixe encosta…
Fiei-me eu teoricamente e depois na pratica… nada!!!
Tendo em conta as imposições postas nas zonas da Serra da Arrábida, não deveria haver agora mais peixe? Ou, estarei eu a exigir demais, em tão pouco tempo para a retoma do peixe naquela zona…
Sei que tem feito boas pescarias lá! O isco que usam é canivetes, amêijoa, caranguejo mole (mais para a dourada), e todo o tipo de minhoca. Eu tenho usado o canivete e o casulo, principalmente o casulo que é o meu isco predilecto… mas, quando lá tenho estado não vejo ninguém a fazer uma boa pescaria, ai de meia dúzia sargos daqueles que nós dizemos que já são uns bons sargos…
Ainda no outro dia, teoricamente, batia tudo bem para a pesca ser de sucesso! Dizia eu para o meu amigo Araújo, teve temporal durante a semana (e a água estava mexida pois tive de ir ao hospital do Otão na sexta-feira tirar a tala da mão e vi), a lua está boa a partir das 14h, a maré está na vazante e calha a 00h a viragem, que queremos mais … Na prática, nada desta teoria funcionou. Eu falava lá com os resto dos pescadores e eles também dizia, estava tudo certo, só que não havia peixe… Hoje vou experimentar um pouco depois do trabalho… a ver se sim ou se não!!! Amanhã direi...

Thursday, 8 November 2007

Pesca ao Achigã

Mais um fim-de-semana grande se passou e claro fomos passar uns dias as Minas de São Domingos, e realizar mais umas jornadas de pesca ao famoso achigã.
Fomos para a ribeira do Chança, onde os ditos se mostraram envergonhados para os vorazes ataques ás amostras.
Só beliscavam as pontas das amostras de vinil, e raramente ferravam. Experimentamos quase todo o tipo de amostras e nada de especial, mostravam interesse, vinham cheirar e iam-se embora, como se, tivessem total falta de apetite. Penso que as amostras de vinil em forma de salamandra de cor verde e pintas prateadas eram as únicas a dar um proveito considerável (ainda valeu 3 achigãs de médio porte).
No dia seguinte, voltamos pela manhã cedo, e nem um achigã foi tirado…
- Bem, isto assim não pode ser – Dizia-me o Araujo já de cana arrumada, sentado ao cimo de um monte a apanhar o sol das 09h. Pois, assim saímos e decidimos procurar outra barragem…
O meu primo tinha-me falado numa pequena barragem que havia a caminho dos Corvos, que no ano passado tinha apanhado uns bons achigãs. E para lá partimos, andamos a procura da dita, e eis que por detrás de um morro de terra, como que se do nada se trata-se, vem a pequena barragem. Ao espreitar, lá saltam 3 patos e 2 cegonhas… mas, pensei eu cá para os meus botões. – Isto aqui não há peixe… não acredito muito!
A barragem era pequena, mas na zona onde não havia os caniçais e onde podíamos pescar, era bastante funda. Bem pensamos nós, vamos ás sortes…
Lá começamos, os lançamentos!
Eu com uma amostra de colher, (a dita amostra que nunca falha), e o meu pai e o Araújo com a amostra do dia, as salamandras sportinguistas… ao fim de 3 lançamentos a cada um, eis as primeiras ferroadas, sai o primeiro e eu deixei fugir o segundo.
De moral totalmente reconstituída, eis que isto vai dar… e durante cerca de 30m, parecíamos nós os profissionais da matéria. Foi sempre a sacar…
Passados os 30m, deduzi que os achigãs tinham como que, aprendido a lidar com as amostras. Dizíamos uns para os outros. - Será que apanhamos todos os achigãs da barragem!!!
Mas não podia ser, o meu pai tinha deixado fugir um dos grandes, levou-lhe o anzol e ganhou com certeza, um novo pircing. Por isso, temos de continuar a tentar… mas não deu mais! Os achigãs tinham mesmo aprendido. (totalizamos 9 achigãs e 1 de grande porte)

No dia seguinte, já tínhamos destino marcado. De volta ao local da batalha, apontamos as armas e continuamos … mas, estava difícil acertar. O objectivo era apanhar o gajo do pircing, que tinha fugido no dia anterior.
Passado uns 3 quartos de hora lá o meu pai saca um grande, mas não era o do pircing, por isso há que continuar… já sem esperança e com alguns ataques fracassados, lá saio mais um de médio porte. E não deu mais nada… acho que experimentei as minhas amostras todas.
Curioso foi:
- Para já uma barragem tão pequena ter achigãs tão grandes, deve ser porque se esqueceram dela, e os mesmos tiveram a oportunidade de crescer.
- Só deu peixe entre as 10h e as 10:30, talvez os gajos tivessem mesmo hora marcada.
- O Araujo pescou, 3 de médio porte, seguidos… he he he
- Eu levei uma grande baila do meu pai e do Araujo… pufff….
- Os pratos preferidos da maioria dos achigãs eram pequenas rãs e pequenos achigãs…
Canibalismo puro!!!
- O achigã anda a ficar preguiçoso, só ferravam se deixássemos a amostra ir ao fundo e fossemos recuperando muito devagar e com pequenos toques, se não, era para esquecer!
E assim passou-se mais fim-de-semana na Minas de São Domingos…